O Exército de Defesa de Israel

agosto 31, 2008 por andre5763

Eu escolhi este assunto não por causa da situação que estamos agora, mas porque, diferente de outros paises, aqui o exército é mais do que uma questão de necessidade, ele é uma fase da vida de todo o jovem israelense, que passa alguns anos da sua juventude lá. E é uma instituicao muitíssimo respeitada aqui.

O exército é obrigatório. Os homens fazem 3 anos e as mulheres 1 ano e 9 meses. Porém, para as mulheres também existe a opção de fazer o que se chama de Sherut Leumi, serviço nacional, que é um trabalho de ajudar em hospitais, comunidades carentes, etc.

Os imigrantes que chegam a Israel também possuem a obrigação de servir, porém, por um período menor dependendo de quando chegaram. Pela última lei, quem imigrou a partir de primeiro de janeiro de 2001, e tem mais que 25 anos, já não precisa mais servir. Mulheres com mais de 18 tambem não.

Ao contrário do Brasil, no qual a única preocupação de um jovem de classe média/alta com 17 anos é escolher o curso para o qual quer fazer vestibular, aqui o jovem se preocupa com o ingresso no serviço militar. Sempre antes do primeiro dia do serviço geralmente é dada uma festa particular para os amigos e a família.

O soldado, em serviço, possui privilégios como descontos em lugares de entretenimento, não paga ônibus urbano nem intermunicipal e recebe ajuda para pagar o seu aluguel.

No processo de seleção de candidatos para trabalhar em uma empresa, muitas vezes, além do formulario ter os campos conhecidos como “areas de formação”, “experiência profissional”, “cursos”, etc. a empresa tem interesse em saber se o individuo serviu o exército e em que função. Se como oficial, comandante, qual responsabilidades tinha, etc. Uma das razões para isso é porque o fato de ser uma instituição única pela qual todos passam, é possível fazer uma espécie de padronização e destacar os que mais se salientaram.

Uma das primeiras imagens que impressiona para alguém que viaja pra Israel e não conhece, é ver a quantidade de soldados indo e vindo para a base, em lugares como rodoviárias, estações de trem, fora o movimento destes na rua, nem sempre em serviço, mas muitas vezes somente se deslocando.

Devido a pressão, tanto física quanto psicológica, tensão e outros fatores consequentes do serviço, já virou moda aqui, após o exercito, os jovens fazerem uma viagem que varia de um oui dois meses até um ano ou mais para os países do Oriente como China, Laos, India, Vietnam, etc. Existem aqueles que também vão para a America Latina, turismo este que tem aumentado bastante nos últimos tempos.

Após o servico militar, os homens precisam ainda fazer o serviço de reserva, chamado de miluim, que é servir por um período de 30 dias por ano, consecutivos ou não, todos os anos até os 55 anos. Por que isso ? Para se manterem atualizados e estarem mais capacitados para exercerem a sua função numa eventualidade. O exército na ativa serve para que, por um curto espaço de tempo, Israel consiga “segurar as pontas” até chamar o seu grande respaldo que são os soldados e oficiais da reserva.

Israel tem orgulho de ter um dos mais bem treinados exércitos do mundo e com um alto padrão ético ? Com certeza sim, mas sem dúvida seria melhor se não tivesse a obrigação de ter um exército, podendo conviver em paz com seus vizinhos.

 

Covardes

agosto 31, 2008 por andre5763

Dois terroristas -assassinos-suicidas subiram em 2 ônibus na cidade de Beer-Sheva e se explodiram com suas cargas explosivas que portavam. Covardes, esta é a primeira palavra que me vem à cabeça quando ocorrem atentados como este que, até agoram, causaram 16 mortes e mais de 100 feridos. Ë o assassinato indiscriminado, matando crianças, jovens, homens, mulheres, judeus, cristãos, árabes, beduínos, etc. Beer-Sheva, aliás, é conhecida por ter uma grande população de árabes israelenses.

Este é o primeiro atentado do gênero em quase 6 meses, porém, ao contrário do que se pensa, não é tanto o lado terrorista que desistiu de continuar com o seu objetivo, mas sim que a cerca , o constante estado de alerta do exército e serviços de segurança e medidas preventivas têm impedido que o dano seja maior. Hoje mesmo pela manhã foi frustrado um atentado quando um terrorista foi pego com um cinto de explosivo tentando passar da faixa de Gaza para Israel.

Justamente agora que o governo está colocando em prática o plano de evacuar os judeus que residem na Faixa de Gaza, tratando da retirada em si e indenização dos mesmos. Ora, se o rumo dos acontecimentos estavam em direção da saída dos judeus de lá, por que um atentado justo agora ? A explicação que eu vejo é porque eles também são contra a retiradas dos judeus de lá, pois, a partir deste momento, a causa palestina, que é em suma a destruição total do Estado de Israel, comecará a perder sua credibilidade perante o mundo, já que os terroristas não terão mais a desculpa da “ocupação” da Faixa de Gaza e Cisjordânia.

Se os ludibriados suicidas terão suas virgens no céu, realmente eu não sei, mas uma coisa já é certa, como de praxe, suas casas foram destruídas pelo exército israelense. Esta pode ser uma ação injusta talvez para muitos, mas é a forma que nós israelenses vemos de inibir um próximo ataque, para que as próprias famílias não incentivem seus membros a cometerem atos como este, sabendo da conseqüência que vai ter. Pensem por um segundo qual seria a resposta de qualquer outro país do mundo na mesma situação.

Para as pessoas que assistem a este atentado de longe e que não têm relação com a região e com pessoas que moram aqui, tudo praticamente restringe-se a números. X mortos, Y feridos, etc. Porém, há 3 pontos importantes que eu vou comentar:

- Israel é um país muito pequeno, menor doo que o Estado de Sergipe e com uma população de 6,3 milhões de habitantes, aproximadamente a mesma da cidade do Rio de Janeiro. Quando ocorre um atentado desta proporção em Jerusalém, aonde vivo, infelizmente sempre conheco alguém que foi vítima do atentado ou na “melhor” das hipóteses conheço alguém que conhecia uma terceira pessoa que foi vítima. Portanto, de uma maneira ou de outra, todos nós acabamos atingidos.

- Números, números, números… …é a primeiraa coisa que aparece nas notícias, eu mesmo no meu primeiro parágrafo deste artigo já os mencionei. Sem dúvida eles são importantes para termos uma idéia do impacto do atentado, porém, quando uma vítima faz parte de um dos nossos, pouco importa os números, o que importa é que aquela pessoa que era querida para nós se foi ou teve seqüelas pro resto da vida por causa do ato criminoso.

- Ainda sobre números, a busca inicial sobbrre o fato trata de saber o número de mortes, porém, há algo que muitas vezes, para não dizer sempre, passa despercebido , que é a quantidade de mutilados, inválidos, cegos, em coma e outros danos como estes que faz com que a pessoa conste nas estatísticas como “viva”, mas só quem está perto para realmente saber o quão de vida restou para uma pessoa que segundos antes pegou o ônibus “errado”, na hora “errada” e sentou no lugar “errado”.

Infelizmente, hoje foi mais um dia em que viramos notícia internacional, que bom seria se a descrição das belezas naturais de Israel, o exemplo de democracia onde convivem árabes-muçulmanos, judeus, drusos e cristãos em harmonia, o sucesso em transformar solo desértico em área produtiva e outras coisas tão lindas daqui pudessem despertar tanto ou mais interesse e gerar tantas ou mais manchetes como as tragédias como a de hoje, que insistem em monopolizar tais espaços na mídia.

Como Não Criar Um Estado Palestino

agosto 31, 2008 por andre5763

No último domingo, houve uma gigantesca manifestação em Jerusalém, em prol de se fazer um plebiscito no país, a favor ou contra a saída dos judeus dos vilarejos de Gaza, Judéia e Samária. Havia aproximadamente 150 mil pessoas na manifestação.

Vou fazer alguns comentários do que se diz na mídia e comparar a criação do Estado Judaico com a eventual criação do Estado Palestino.

Sobre a Mídia

a) Ocupação: se os territórios de Gaza, Judéia e Samária pertencem aos árabes palestinos de fato, por que NUNCA, durante 20 anos, se falou em “ocupação” quando o Egito e Jordânia controlavam estes territórios ? Outra pergunta, por que o Estado Palestino não foi criado nesta época ? Afinal, com certeza entre eles (árabes) poderiam se entender melhor.

b) “O muro é como o apartheid da Africa do Sul”: mais uma ignorância que lemos e escutamos na mídia. O apartheid na África do Sul tratou de separar, preste bem atenção, cidadãos sul-africanos negros dos cidadãos sul-africanos brancos. O muro (5%) e a cerca (95%) vão fazer nada mais nada menos do que dividir Israel e um futuro Estado Palestino. Para um governo (Likud) que jamais cogitou sobre um Estado Palestino, aceitar a viabilidade dele determinando as fronteiras com uma barreira física, é uma excelente oportunidade para que os árabes palestinos criem o seu Estado.

Se os países árabes tivessem feito isso, determinado as fronteiras do Estado Judeu, colocando limites físicos e reconhecido o Estado, em 48, os judeus iriam dar pulos de alegria, fora que teria nos poupado muitas vidas nas guerras de 48, 67 e 73. Guerras estas iniciadas pelos países árabes por não reconhecer o Estado Judeu.

Criação de um Estado Palestino ?

a) Israel aceitou a partilha da ONU da maneira como foi definida , pois tudo que os judeus queriam na época era ter uma nação. Apesar de a partilha estar muito longe dos desejos deles, e da ONU decretar que a cidade mais importante para o povo judeu seria uma cidade internacional – apesar de obviamente não fazer isso com o Vaticano, nem com Meca – os judeus aceitaram mesmo assim que Israel fosse criado conforme estabelecido. O resultado todos sabem, graças à vitória de Israel na guerra de 48, o Estado se expandiu. Não fosse os árabes terem começado a guerra de 67 também, ainda estaríamos hoje vivendo no país Israel sem o que de mais importante para o povo judeu e pro judaísmo existe aqui: o Muro das Lamentações(Kotel). Aliás, os árabes palestinos são livres para rezarem na mesquita de Omar, ao passo que aos judeus nem lhes era permitido entrar na cidade velha de Jerusalém, quanto mais no Kotel.

b) Vamos examinar a exigência dos árabes palestinos: querem Jerusalém como capital e disso não abrem mão. Ora, por que não construir um estado com colégios, hospitais, universidades, áreas industriais, e deixar para decidir a capital depois como fez Israel ? Acaso isso é primordial para a construção do país? É obvio que não. Se Jerusalém é tão importante assim para os muçulmanos, por que o Estado Muçulmano da Jordânia não fez de Jerusalém sua capital em 48 ?

Interessante, a mídia insiste em mencionar Jerusalém como a terceira cidade mais importante do islamismo, mas por que ela também não menciona Hebron como a segunda mais importante do judaísmo?

c) Israel, ao declarar sua independência, automaticamente deu cidadania aos árabes que aqui moravam. Estes hoje concorrem no mercado de trabalho com israelenses, competem por vagas nas universidades israelenses e participam da vida cotidiana como qualquer judeu israelense. Agora, vamos ver o que os judeus que moram em Gaza, Judéia e Samária fazem para alterar a vida dos árabes palestinos que moram lá:

- Eles estudam lá ? Não.
- Eles trabalham lá ? Nao.
- Eles impedem que os árabes palestinos poosssam viajar de um lugar a outro ? Não.

Ou seja, os judeus que moram lá não afetam a vida dos árabes palestinos de modo algum, seja do ponto de vista social, econômico, religioso, etc.

Em outras palavras, Israel, o único país judaico do mundo, pode sem problema nenhum ter 1/6 da sua população de árabes com os mesmos direitos dos judeus, mas porque os judeus não podem ser 1/15 da população de Gaza, Judéia e Samária onde não havia ninguém e nem sequer teriam cidadania palestina no surgimento de um Estado ???

d) Todo terrorismo usa como justificativa a suposta “ocupação”. Ora, houve dezenas de atentados contra Israel entre 48 e 67, quando Israel não tinha controle sobre Gaza, Judéia, Samária e a cidade velha de Jerusalém. Logo, não serve de argumento.

e) O mundo é pródigo em condenar o Estado de Israel, cujo tamanho é menor que Sergipe. Porém, imaginem só se fosse ao contrário, 22 países judaicos ao redor de um único pais árabe! Como diria um grande amigo meu, “sem comentários”.

Resumindo, pela liderança palestina, o secundário é mais importante que o principal ou o bolo não pode ser feito sem a cereja, e qualquer coisa serve de justificativa para que a criação do Estado Palestino seja postergado e para que o terror continue. Quando Barak ofereceu tudo e mais um pouco a Arafat (I”S), mais do que deixar os israelenses em estado de choque, deixou Arafat(I”S) perplexo, que não tinha mais o que reinvindicar, tendo o mesmo que sacar da manga a ridícula exigência do retorno dos refugiados, árabes palestinos que fugiram de Israel em 48 na esperança de que após a vitória árabe pudessem voltar às suas casas.

Prova? Os milhares de árabes que obtiveram cidadania israelense após a criação do Estado. Se Israel não os quisesse, teria expulso eles ou antes ou depois da guerra, o que nunca fez.

Israel aceitou começar a construção do seu Estado,

- Sem países para delimitar suas fronteiraass, ao contrário, com sete querendo a sua destruição

- Sem ajuda de bilhões de dólares do exterriior (ou milhões para a época)

- Sem ter acesso ao lugar mais sagrado do ppovo judeu, o Muro das Lamentações – com uma área estipulada pela ONU muito além da almejada pelos judeus

- Com a capital eterna do povo judeu recebbeendo status de internacional

- Com divisões no território tendo árabes dde todos os lados,

Todavia, os árabes palestinos parecem que estão mais preocupados em continuar com seu status de refugiados, do que propriamente “pôr a mão na massa” e criar um Estado por eles mesmos, como fizeram os judeus em Israel.

Simplesmente Terror

agosto 31, 2008 por andre5763

Israel, 7 de junho de 2005: A última notícia aqui é que três pessoas foram assassinadas em conseqüência de ataques com foguetes Kassam, realizados pelo grupo terrorista Hamas, contra a cidade de Sderot, situada no deserto do Negev, e contra o vilarejo judaico de Ganei Tal, na Faixa de Gaza. Os trabalhadores que estavam na estufa de climatização, onde plantas são criadas em ambientes desenvolvidos artificialmente, nem eram israelenses, dois eram árabes palestinos e o terceiro era chinês.

Interessante como uma noticia apenas é capaz de desmentir vários fatos:

• Os árabes palestinos apenas possuem pedras como armas.

Esta informação não é verdadeira, pois constantemente os terroristas têm usado morteiros e foguetes Kassam, cada dia com mais alcance, para atingir seus alvos.

• Os terroristas apenas querem que termine a “ocupação”.

A notícia da retirada dos vilarejos judaicos da Faixa de Gaza está em todos os meios de comunicação, não é necessário ser um analista político para saber disso, pode ser considerada como fato consumado e uma lei a este respeito já foi promulgada no parlamento israelense. Isto é, o argumento de que o ataque é para que os judeus saiam de lá, não procede, pois a decisão de sair já foi tomada pelo governo israelense e será levada a cabo dentro de dois meses.

• Uma vez que termine a “ocupação” pararão os ataques terroristas.

Se isso é verdade, por que a cidade de Sderot, situada no Negev, também foi alvo dos foguetes ?

Uma das maiores dificuldades que eu possuo, quando tento explicar a situação de Israel para outras pessoas que não moram aqui, é que, quando estamos tratando de terrorismo, a lógica até então aprendida, vivenciada e utilizada não funciona. Qual o objetivo deste ataque? O objetivo é apenas um: matar, pois se o objetivo fosse tirar os judeus de lá, bastaria que os terroristas ficassem sentados durante dois meses e esperassem o exército desocupar os vilarejos.

Grupos terroristas, e aqui fala-se de Al-Qaeda, IRA, ETA, Hamas, Jihad, o que for, visam causar o que o próprio nome diz: TERROR. E é isso que muitas pessoas têm dificuldade para entender. Alguém que deixa uma bomba em um local público, ou atira um foguete que vai cair cinco km adiante, sem nem mesmo conhecer exatamente quem será a vítima (prova disso é que as vítimas nem israelenses eram, com certeza se soubessem que neste caso não matariam nenhum israelense, nem teriam atirado), não quer negociar. Não somente não quer negociar, como não se preocupa se a bomba matará um jovem, uma mulher, uma criança pequena, não importa, desde que a vítima morra ou fique ferida.

Outra falácia com a qual deparamos muito, é de que eles –terroristas- não têm a quem buscar ajuda e, numa última tentativa de conseguir o que querem, apelam para o terror. A prova de que isso é mentira, é que Israel concordou através das negociações de Oslo com a retirada dos vilarejos judaicos. Então, por que o terror continuou mais forte do que nunca ? Simples, porque a criação de um Estado Palestino acabaria com a justificativa do terror empregado pelos grupos árabes palestinos.

Um fator importante a ser mencionado é que um ataque terrorista não pode ser fruto de uma condição de desespero ou de último recurso, pelo simples fato de que o terror necessita de estrutura, treinamento, voluntários, dinheiro e, principalmente, tempo para realizar toda esta organização e atentados. Recursos estes que, caso fossem direcionados para o bem, poderiam ajudar muitas pessoas e até se tornar, por que não , uma ONG, servindo de exemplo e de base para a futura construção de um Estado Palestino. Tudo muito bonito, só faltou uma pergunta:

Será que eles querem um Estado Palestino ? Basta olhar os vídeos de terroristas pouco antes de se explodirem num lugar público, eles não falam que o objetivo é ter um Estado, mas sim que o objetivo do ato é matar o maior número de judeus possível e assim ir para o paraíso onde os aguardam 70 virgens. Quem quer um Estado, o constrói na terra.

Aos que ainda tinham um pouco de esperança e que não entendiam o que significa o terrorismo, o encontro de Camp David entre Barak, Arafat I”S e Clinton parecia ser a solução dos problemas do Oriente Médio. Afinal de contas, o único “culpado” da história era Israel, não é mesmo ? Porque Israel teve, tem e parece que sempre tem de ceder, sem nunca encontrar uma reciprocidade do outro lado. Pois bem, Israel cedeu:

O governo de Israel, representado pelo então primeiro-ministro Ehud Barak, ofereceu retirar os vilarejos judaicos de Gaza, Judéia e Samária e reconhecer a capital do Estado Palestino como o lado oriental de Jerusalém. Porém, o mais surpreendente, para aqueles que acreditavam que o problema teria sido resolvido, aconteceu, e Arafat I”S não aceitou. Pior, foi ovacionado pelos árabes palestinos na sua volta. Alguém que quisesse um Estado de verdade, ficaria profundamente decepcionado com a oportunidade de ouro perdida pela liderança árabe palestina.

Para quem não conhece Israel, a maior riqueza deste Estado é justamente, por incrível que pareça devido as brigas, a parte espiritual. Aqui não tem praticamente água doce, muito menos petróleo, riquezas naturais, nada mesmo, tudo foi conseguido com muito trabalho e utilização da tecnologia desenvolvida localmente. O único recurso natural que Israel possuia era uma jazida de petróleo no deserto do Sinai, entregue, sim, ao Egito em troca de paz através dos acordos de Camp David I.

O ataque de hoje é apenas o prenúncio do que acontecerá quando Israel se retirar da Faixa de Gaza. Se com supervisão e um certo controle do exército israelense na região isto ocorre, imaginem quando nem mais este ato de prevenção existir. Vale a pena lembrar que entre 48 e 67, antes de existirem vilarejos judaicos em Judéia, Samária e Gaza, o terror contra Israel era constante, o que prova, novamente, que o terror pouco se importa com a geopolítica da região ou com este ou aquele território.

Alguém pode pensar, só citei os problemas, atritos, conflitos, não seria interessante, então, que ao menos eu desse alguma sugestão de como resolver o problema ? Sem dúvida, e na minha opinião a solução do problema é: mostrar aos árabes palestinos que com o terror, eles também saem perdendo. Porém, justamente após quatro anos de terror e a futura retirada dos judeus da Faixa de Gaza, a mensagem enviada do lado israelense é: continuem com o terror, quem sabe amanhã não sairemos de Tel Aviv, Haifa, Jerusalém…. O que será feito com o objetivo de dar um passo adiante, na verdade será um passo para trás.

Se os árabes palestinos não são capazes de aceitar a idéia de conviver numa região onde há também 5% de judeus(os judeus de Israel convivem com 20% de árabes com os mesmos direitos que os israelenses), que nem direitos teriam numa eventual criação de um Estado Palestino, muito menos aceitarão 5 milhões de judeus vivendo num território que eles também consideram deles.

A decisão de se retirar já foi tomada, agora resta a implementação e, tomara, mas tomara mesmo, que eu esteja errado quanto às minhas previsões, mas minha pouca experiência aqui e minha intuição já me dizem o que nos aguarda. Quem ainda tem dúvida que se recorde da Tchecoslováquia na Segunda Guerra Mundial e o episódio dos Sudetos. O que Israel pensa que irá saciar a fome, na verdade irá abrir ainda mais o apetite.

O Ensino em Israel

agosto 31, 2008 por andre5763

Israel conta com 5 universidades, Hebraica de Jerusalém, Universidade de Tel-Aviv, de Haifa, Ben-Gurion (em Beer Sheva) e Bar-Ilan(em Guivat Shmuel).

Além destas, ainda conta com o Instituto de Tecnologia de Israel, Technion, em Haifa, e o Insituto Weizmann de pesquisas, em Rehovot, mas esse possui apenas cursos de mestrado e doutorado.

O aluno israelense, para ingressar nestas universidades, realiza uma espécie de vestibular unificado. Como se fosse uma prova de vestibular somente para todas as universidades ao mesmo tempo, chamado de “psicométrico”. Em função do resultado obtido na prova, ele saberá que universidades poderá cursar, isso porque cursos de maior procura e em uma universidade mais conceituada possuem mais candidatos .

O aluno estrangeiro, que deseja fazer a faculdade aqui, precisa passar por um curso de um ano de duração chamado mechiná(preparação), aonde ele tera’ aulas de inglês, hebraico, matemática e lógica, que são as matérias que caem nesta prova.

Para fazer um curso de mestrado ou doutorado exige-se o TOEFL, exame de inglês, e mais uma outra prova específica da área onde um certo valor precisa ser alcançado.

Os anos letivos aqui começam logo após as festas do início do ano novo judaico, geralmente meados ou fim de setembro, mas para os cursos de mestrado e doutorado, pode-se começar ou em outubro ou em fevereiro.

O interessante de realizar um curso de aperfeiçoamento aqui é que ao mesmo tempo em que se tem uma experiência de vida em Israel, conhecemos pessoas das mais diversas partes do mundo, de Vladivostok até Uruguaiana, e também se aprimora o currículo acrescentando esta experiência no exterior.

Os Meios de Transporte em Israel

agosto 31, 2008 por andre5763

A maior empresa de ônibus de Israel se chama Egged(ligação em hebraico), que cobre todas as cidades de Israel nas suas áreas urbanas e intermunicipal. Exceçao é feita na área de Tel Aviv e região metropolitana, cuja maioria das linhas é feita pela empresa Dan.

Eu divido este assunto em três partes, o transporte urbano e intermunicipal de ônibus e o trem.

No transporte urbano, é possível pedir na rodoviária das cidades a lista com os horários de uma determinada linha, deste maneira é possível programar-se melhor. Apesar de atrasos, o intervalo entre um ônibus e o outro é geralmente o mesmo. Em Jerusalém, não importa o ponto aonde nos encontramos, sempre haverá, no máximo em um quarteirão adjacente ao nosso, um ponto de ônibus que nos levará ao centro da cidade.

Em Tel-Aviv, a Dan oferece um serviço adequado ao turista, que é um vale diario(chofshi iomi), pelo valor de 2 passagens de ônibus pode-se andar por esta empresa durante todo o dia por Tel Aviv e área metropolitana.

Quanto ao transporte intermunicipal, ao contrário do Brasil, não existe lugar marcado, os ônibus saem de tantos em tantos minutos para uma certa localidade, por exemplo, de Tel Aviv a Jerusalem há onibus a cada 15 minutos durante todo o dia até a meia-noite.

Outra opção é o trem. O trem vai de Beer-Sheva a Naharia, uma cidade 20 minutos depois de Haifa. A grande vantagem do trem é o fato de ele ser muito mais preciso quanto ao horário, devido ao fato de não enfrentar congestionamento, sinaleira, desvio do tráfego inesperado e outros imprevistos. Particularmente, eu quando vou a Haifa pego trem de Tel Aviv até lá, pois sei que durará exatamente uma hora, ao contrario do onibus que leva em media uma hora e 20 minutos ou mais. Já me ocorreu de levar 3 horas numa quinta-feira à noite. O trem pára nas principais cidades da costa mediterrânea, saindo de Tel- Aviv passa por Hertzlia, Natânia, Hadera e Haifa. Devido à concorrência, o preço entre trem e ônibus para o mesmo percurso é o mesmo.

O transporte em Israel está em constante expansão, uma linha de metrô está sendo construída em Jerusalém e cada vez há mais linhas de trem. Para um futuro não muito distante está previsto uma linha ferroviária entre Jerusalém e Tel Aviv,  substituindo a linha antiga, que há anos foi paralisada por ser inviável.

Yom Yerushalaim

agosto 31, 2008 por andre5763

Se pudéssemos escolher os dois dias mais significativos da história do jovem Estado de Israel, provavelmente estes seriam o Dia da Independência (5 de Iar de 5708 / 14 de maio de 1948) e o Dia de Jerusalém (28 de Iar de 5727 / 7 de junho de 1967). As datas judaicas foram mencionadas para que se entenda por que a comemoração, realizada na data judaica, a cada ano cai em um dia diferente no calendário gregoriano.

O Dia de Jerusalém comemora a retomada do controle sobre onde está hoje o muro ocidental (em português conhecido como Muro das Lamentações), a única parede que sobrou do segundo Templo, o lugar mais sagrado para o povo judeu. Apesar das diferentes culturas judaicas (askenazi/ocidental, sefaradi/oriental e outras), todas as sinagogas do mundo possuem algo em comum, a reza direcionada para Jerusalém. Na verdade, a reza é direcionada para o Kodesh Hakodashim (o sagrado dos sagrados, hoje lugar ocupado pela mesquita de Al-Aksa), o lugar mais sagrado dentro do Templo e para onde as rezas do Templo eram direcionadas enquanto este estava erguido. Esta é a razão pela qual, mesmo rezando na frente do Muro, alguns ainda viram-se um pouco para a esquerda. Nas orações judaicas diárias (3), reza-se pedindo que Jerusalém seja reconstruída com seu Templo.

Os judeus que aqui habitavam aceitaram a partilha da Palestina (1947, ver mapa), porque estavam mais interessados na construção de um Estado Judeu do que em discutir a posse de um outro pedaço de terra, mesmo que este fosse o lugar mais sagrado para eles. Após tantos anos de discriminação, pogroms e do holocausto, que dispensa mais comentários, o povo judeu teria uma pátria no lugar de onde foi expulso inúmeras vezes e para onde sempre quis retornar.

O Muro era e é algo importante? Sem dúvida, mas ele não foi obstáculo para que o Estado de Israel fosse criado e assim existisse pelos seus primeiros 19 anos. Neste período o povo judeu estava proibido de visitá-lo, mas, após Israel ter conquistado a fortaleza inteira, permitiu livre acesso a cristãos e muçulmanos para que visitassem seus lugares sagrados.

Se o Hatikva (Esperança) é o hino do Estado de Israel, Yerushalaim Shel Zahav (Jerusalém de Ouro) é o hino da conquista de Jerusalém em 67. A foto dos soldados no Muro, após terem chegado lá, é uma das mais comoventes na história de Israel. Não é por causa do Estado de Israel que Jerusalém foi conquistada, mas por causa de Jerusalém que o Estado foi declarado aqui.

No casamento judaico – seja ele em que lugar do mundo for – o copo representa o Templo destruído, sendo que antes de quebrá-lo o noivo fala a seguinte frase: (Im Eshkachech Yerushalaim, Eshkach Iemini) “Se eu me esquecer de ti Jerusalém, que minha mão direita seja esquecida também”.

A festa do Dia de Jerusalem será na terça-feira(18/05), aproximadamente às 8 horas. No Brasil, 2 da tarde. Toda a praça em frente ao Muro das Lamentações fica tomado de pessoas cantando e dançando ao som de música ao vivo, com dezenas de bandeiras de Israel sendo balançadas no alto. A festa pode ser vista pela internet no endereço: http://www.thewall.org Então, ainda há alguma dúvida sobre qual é a capital de Israel ?

Informações Equivocadas

agosto 31, 2008 por andre5763

Para quem conhece um pouco da história do Estado de Israel, não é difícil notar a quantidade de informações equivocadas transmitidas pela mídia a respeito do mesmo. Se a causa disso é pura desinformação ou preconceito, sinceramente eu não sei, apenas acho que para alguém escrever ou falar sobre determinado país, é condição sine qua non que tenha o mínimo de conhecimento a respeito deste.

Vou esclarecer os erros mais freqüentes que aparecem na mídia:

- Confilto árabe-israelense e árabe-judeu <

O conflito não pode ser chamado de árabe-israelense por duas razões: a) Em Israel existem um milhão e meio de árabes-israelenses com cidadania e passaporte, como qualquer judeu-israelense. b) Não são todos os árabes que estão em conflito com Israel, apenas os refugiados árabes não aceitos pelos seus países de origem após a guerra de 67, que foram denominados de “palestinos”.

Tampouco pode ser chamado de conflito árabe-judeu, pois estes povos não estão em um conflito generalizado por todo o planeta. Países árabes, como Jordânia e Egito, mantêm inclusive relações diplomáticas com Israel. A definição correta seria conflito israelense-palestino, apesar de que palestino é toda pessoa, seja de que povo for, nascida na região então chamada Palestina até 1947, quando era regida pelo mandato britânico.

- Exército Judeu

Os árabes-israelenses e os drusos, apesar de serem uma minoria no exército israelense, também o compõem, logo, não se pode generalizar dizendo “exército judeu”. Mesmo que apenas judeus-israelenses fizessem parte do exército, para ser um verdadeiro exército judeu, este deveria poder convocar judeus de todas as partes do mundo, bem como dar assistência em qualquer lugar onde houvesse uma comunidade judaica. Desnecessário dizer que estes fatos de maneira nenhuma se verificam

- Tel Aviv, capital de Israel

Segundo a partilha da Palestina realizada na ONU em 1947, a cidade de Jerusalém ganhou status de cidade internacional. Porém, após Israel ter vencido a guerra por sua independência, depois de ter sido atacado por sete países árabes que não concordaram com a partilha, este decretou Jerusalém como sua capital, e lá se localiza o parlamento (Knesset). O fato de a maioria das embaixadas estar localizada em Tel-Aviv porque a ONU não reconhece Jerusalém como capital, não faz de Tel-Aviv a capital de Israel. Nunca é tarde para corrigir, pior é continuar cometendo os mesmos erros.

Os Meios de Comunicação em Israel

agosto 31, 2008 por andre5763

Israel, por ser um país com muitos imigrantes, existe uma grande quantidade de idiomas falados em virtude das diversas origens dos seus habitantes. As línguas oficiais são o hebraico e o árabe. Porém, qualquer pessoa, seja na rua, no ônibus, ou onde for, é capaz de fornecer a informação que desejamos em inglês. Esta é a explicação da razão pela qual muitos moram aqui já a bastante tempo sem ainda falarem bem o hebraico.

Em hebraico, existem basicamente 3 jornais que são:

Yediot Aharonot, Maariv e Haaretz.

O Yediot Aharonot(Últimas Notícias) e o Maariv(Anoitecer) têm basicamente o mesmo estilo, com uma linguagem mais coloquial e sensacionalistas. Para notícias tristes, os jornais na capa abusam do fundo preto e vermelho, que se por um lado chama a atenção, por outro choca mais ainda quem está lendo.

O jornal Haaretz, por sua vez, segue uma linha de esquerda, da mesma maneira como o Jerusalem Post segue uma linha de direita. Estes conceitos em Israel diferem do resto do mundo. A diferença maior não é quanto à política interna, mas sim com respeito a assuntos externos, no caso, o conflito israelense-palestino. Enquanto a direita como um todo era totalmente contra a criação de um Estado, a esquerda era e é a favor. Porém, devido ao modo como o processo vem ocorrendo desde Oslo, boa parte da direita já aceita a criação de um Estado Palestino, mas por outro lado, a esquerda, em função do seu incondicional apoio a causa palestina, tem perdido terreno em função dos inúmeros ataques terroristas.

O Haaretz também possui uma edição em inglês, vendido junto com Herald Tribune. O Jerusalem Post, periódico em inglês, já existia antes de 1948 com o nome The Palestine Post. O interessante do Jerusalem Post é que ele não somente é um jornal em Israel em inglês, mas destinado especialmente para o público english speakers. Para exemplificar isso, podemos olhar a seção esportiva, então veremos resultados e reportagens dos jogos do futebol americano, baseball, cricket, rugby, esportes que nem sequer são praticados aqui em Israel.

O Jerusalem Post possui semanalmente uma edição em françês.

Além destes já citados, existem o Kol Hair, que é um jornal que varia de cidade pra cidade, Makor Rishon e outros menores.

Há o semanal aurora, em espanhol, com muitas notícias locais e também sobre os países da América Latina.

Existe tambem um jornal em idish, que uma vez eu identifiquei na banca de jornal e realmente não sabia que havia. O que me chamou a atenção ele foi que as palavras tinham mais que 6-7 letras, coisa rara no hebraico. Depois eu me detive a tentar ler e não consegui.

Um jornal de grande circulação aqui é o Vesti(notícia, em russo), principal jornal em russo e principal fonte de noticias de Israel neste idioma, já que ao contrário de hebraico e árabe, nao existe na televisão aberta, um noticiário em russo.

Há também um jornal vendido especialmente em bairros de maioria religiosos, como Mea-Shearim, Geula(ambos em Jerusalém) e na cidade de Bnei Brak. Este possui gravuras menos explicitas dos fatos como atentados, por exemplo, e informaçoes especiais destinadas ao seu público.

Um semanário que os olim chadashim(novos imigrantes) conhecem bem é o Shaar Lamatchil(portão para o iniciante). É um jornal pequeno, semanal, dividido entre notícias, curiosidades, cultura, parashat hashavua(porção semanal da Torá), entre outros. A vantagem dele é que é escrito num hebraico fácil e com os famosos “pontinhos”, -vogais- ideal para aqueles que estão se iniciando no idioma. As vogais vão sendo retiradas sorrateiramente a medida que vamos lendo ele, para nos acostumarmos e não ficarmos dependentes deles, já que os jornais diários não os possuem.

Quanto ao rádio, ao contrario do que ocorre no Brasil, a maioria e principais emissoras concentram-se na banda FM, embora algumas também possuam a respectiva transmissão na banda AM. Suponho eu que a razão disso é que, no Brasil o território é muito grande, e a banda AM possui a qualidade de ter um alcance maior, ao passo que a FM possui a qualidade de ter uma nitidez melhor. Como aqui a transmissora e repetidoras não têm uma necessidade de espandir mais o sinal, então o uso da banda FM se torna mais adequado.

Na rádio Kol Israel, a Voz de Israel, existem no inicio da noite noticiários de 15 minutos em inglês, russo, françês, espanhol e ladino.

Algo que já faz parte da cultura israelense são as notícias de hora em hora, de 5 minutos, transmitidas em cadeia por quase todas as radios. Quando chega em um hora em ponto, até os motoristas do ônibus levantam o volume e as pessoas tentam escutar. Um resumo do dia é transmitido as 7 da manhã, pela radio Kol Israel Reshet Bet, estação que possui uma programação mais diversificada do que a original Kol Israel.

Bem, pode-se concluir que, em Israel, só fica desinformado quem quiser.

Hipocrisia

agosto 31, 2008 por andre5763

Quem sou eu para corrigir o grande físico Albert Einstein z’l, que falou a seguinte frase:

“Eu só conheço duas coisas infinitas: o Universo e a ignorância humana. No entanto, ainda tenho dúvidas se o Universo é infinito”

Pois eu conheço uma terceira coisa que é infinita, que se chama “hipocrisia”.

Começando pelo caso inglês. O General israelense da reserva Doron Almog viajou para Londres semana passada. Porém, foi avisado na última hora que poderia ser preso em Londres por atividades anti-terroristas, executadas por ele e seus comandados quando ele estava ocupando seu cargo no exército.

Primeiro, que ninguém, nenhum órgão internacional, julgou qualquer terrorista árabe-palestino por organizar explosões em ônibus, cafés, danceterias, esquinas movimentadas, etc. Nunca estas mesmas instituições que condenam membros do exército israelense, jamais cogitaram processar um membro do Hamas, Jihad, Hizbullah, etc.

Agora, o MESMO PAÍS, Inglaterra, que estava prestes a prender o general israelense para JULGÁ-LO, enviou o chefe da policia londrina para ter um encontro com um oficial da polícia de Israel, aqui em Israel, para aprender o que ? Táticas anti-terrorismo!!!

Vejam que absurdo: é como se no país X eu estivesse prestes a prender um sujeito por vender chocolate, caso este pise no meu país, mas eu envio um representante do meu país para que vá ao pais desta pessoa para aprender como vender chocolate!!! É o fim da picada.

Não, não acabou por aí. O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf disse, cobrou, salientou, enfatizou, que Israel deve sair de Judéia e Samária!!! Como a gente fala aqui em Israel, para chamar atenção:

- Alôooooooo, ei, Alôoooooooooo, onde vocêê está ? O que você está fazendo ? Acaso a Caxemira nao é motivo suficiente para você se preocupar ? Por que você não sai da Caxemira e deixa toda ela para controle indiano ? A hipocrisia não tem limite mesmo.

Aliás, o mundo acha, que o terrorismo, AL-QAEDA, ETA, IRA, tudo vai acabar o dia que for construído o Estado Palestino. Claro, o que os outros países perdem com a criação de um Estado Palestino ? Absolutamente nada, Israel deixa ele ser criado e vê o que acontece. Se for ameaçar a existência de Israel, bem, problema de Israel, e se for a solução para a paz do terrorismo mundial, ótimo.

Quando olhamos o mapa de todo Oriente Médio, e de todos países árabes, com língua e culturas árabes, se estendendo do Marrocos no extremo oeste até o Iraque, então nós podemos ter uma perfeita dimensão do que é Israel no mundo árabe, quase que um espaço insignificante sem nem mesmo petróleo. Israel é minúsculo, ínfimo, menor que Sergipe, país que se atravessa de carro em 8 horas.

É a coisa mais fácil do mundo, você dar algo que pertence aos outros, como eu já citei aqui, o caso dos sudetos na segunda guerra mundial: “ah, diz pra Tchecoslováquia dar pra ele, ai vai saciar a fome deles”. E nós vimos o que aconteceu depois.

A solução veio em 47, quando os árabe-palestinos não aceitaram criar um Estado.

A solução veio entre 48-67, quando esta mesma população nunca falou em Estado em Gaza e Judéia e Samária.

Interessante que a posição da Síria, dos árabe-palestinos, do Egito, é sempre a mesma. Vamos atacar Israel, se nós ganharmos, acabamos com eles, e se nós perdermos, vamos espalhar para o mundo que é território ocupado, invasão, imperialismo, etc.

Agora o Estado Palestino ao que tudo indica será criado, mais cedo ou mais tarde. A questão é que eles não estão preocupados com os hospitais, escolas, creches, a preocupação é se será possível disparar um míssil de um futuro Estado em Jerusalém, Tel Aviv, Ashkelon, etc.

Eu lembro até hoje, quando Israel deteve 13 terroristas na igreja em Belém, e iria extraditá-los. O MUNDO INTEIRO ficou um mês decidindo quem deveria receber estes 13 terroristas, até que após muita discussão um país ficou com 2, outro com 1, outro com 1 também, e assim por diante. Ou seja, na hora de querer solução, falam que Israel tem que atender todas exigências, etc. Mas na hora de eles fazerem uma ínfima parte que lhes corresponderia, então todos tiram o corpo fora. E viva a hipocrisia.